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ramos de arvores a noite
fotografia abstracta a noite
copa de arvore a noite
dunas a noite
arvores noite
ramos de arvores a noite

fotografia abstracta a noite
arvore a noite

Physis

2019
Impressões jacto de tinta sobre papel Hahnemühle Baryta
140 x 93 cm | 100 x 67 cm | 80 x 53 cm

No conjunto de fotografias que compõem Physis, Carina Martins afasta-nos do regime diurno determinado pela razão instrumental moderna, favorecendo uma digressão dos sentidos para além do imediatamente visível e levando-nos a percorrer uma certa geografia da noite e da penumbra. A perspectiva linear do olhar cognitivo (ocularcentrismo) perde a sua frontalidade, a visão torna-se periférica e à racionalidade sucede a afecção. Enquanto que em projectos anteriores o referente fotográfico se inscrevia sob uma luminosidade diurna, Physis, aproxima-nos agora de outras formas de vida, procurando, sob a cintilação da noite, a matéria vibrante constitutiva de todas as substâncias. Nestas circunstâncias, a ausência de luz solar intensifica a existência espectral das coisas e essas presenças reais tornam-se manifestas em cada uma das imagens. Entre o limiar urbano e civilizacional do antropoceno e o imenso território da bioesfera, a fotógrafa realiza uma investigação visual ao epicentro da luz nocturna e dos seus ecossistemas, elogiando a sombra dos lugares habitados por uma miríade de organismos minerais, vegetais e animais.


Physis
Rui Ibañez Matoso
(Investigador na área da imagem e da visualidade pós-media)


Agradecimentos: Cláudio Melo, Sandra Oliveira, Margarida Pais